Coloração Natural com Flor de Cunhã

Uma das melhores experiências que fiz com as flores foi colorir alimentos com a pigmentação natural que sai de suas pétalas, assim como faziam na antiguidade. Na Irlanda, por exemplo, as mulheres tingiam pães com as cores das plantas, em processos totalmente naturais.

Dentro da minha tentativa de resgate ancestral, comecei a procurar mecanismos que pudessem liberar colorações e nesse movimento encontrei as queridas do Chá Azul, no Rio de Janeiro, que me apresentaram a flor de cunhã – ou clitória. O chá azul tem essa coloração por causa da tal flor, que emana essa tonalidade em contato com a água. No Brasil, é um chá e uma flor ainda pouco conhecidos, mas seus benefícios são enormes. Só para citar alguns, no campo físico: ajudam no emagrecimento e no controle do colesterol, aumentam nosso campo de defesa e fígado gorduroso. Além disso, a flor é frequentemente usada para preparo de remédios caseiros diversos (para diabetes e protetora do fígado 🙏🏼💙) em vários países, incluindo o Brasil. As flores tem flavonoides e antocianinas, com atividade antioxidante e hepatoprotetora.

Feijão Borboleta – flor de cunhã. Crédito:Neide Rigo/Estadão

No campo vibracional e holístico, a flor é capaz de tratar a ansiedade, além de resgatar o poder feminino – de autoestima e autoamor. Poderosa, não é? As flores de cunhã (que também são conhecidas por clitória – pelo formato parecido com o clitoris, feijão borboleta ou ismênia) são muito usadas para remédios homeopáticos para tratar a ansiedade.

Compartilho a receita com tingimento natural que fiz com a flor de cunhã:

Risoto de bacalhau com flores de cunhã

O segredo da tintura azul está no caldo de legumes, que será feito a partir do chá de flor de cunhã. Você vai precisar dos seguintes ingredientes para o caldo:

200 gramas de cenoura, 100 gramas de cebola, 100 gramas de alho poró, 100 gramas de aipo, 1 unidade de buquet garni, 2 litros de chá de flor de cunhã

Preparo: pique os legumes. Ferva todos os ingredientes em uma panela em fogo lento por duas horas – até o chá ficar extremamente forte, com a cor índigo! Coe em uma peneira. Pressione bem com a concha para extrair todo o líquido azul. Conserve por até 3 dias na geladeira e 1 mês no congelador.

Risoto de bacalhau e flores de cunhã:

250 gramas de arroz para risoto arboreo, 800 ml de caldo de legumes descrito acima, 250 gramas de bacalhau limpo e já preparado, q.b. de sal e pimenta, 250 ml vinho branco, 100 gramas de queijo parmesão e ovo para decorar.

Preparo: Em uma panela, refogue o bacalhau e reserve. Refogue no azeite, a cebola, o alho e tempere com sal e pimenta. Acrescente o arroz e misture bem. Coloque o vinho e deixe evaporar. Acrescente em conchas, o caldo azul e vá mexendo, aos poucos, até o risoto ficar “al dente”. Coloque o bacalhau e o queijo parmesão, faça a mantecatura com um pouco de manteiga já com o fogo desligado. Sirva a seguir.

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