Curso Pães que Curam no Bendita Panela

Aconteceu nesse último sábado um curso lindo, no Bendita Panela (RJ), fruto da parceria com a minha irmã de caminhada, Cris Ayres, onde ensinamos a mágica cozinha dos pães. Nos reencontramos depois de muitos e muitos anos em um curso de ervas. Ambas possuímos um conhecimento com base na nossa ancestralidade européia (minha portuguesa e da Cris italiana).

Tanto eu como a Cris somos mães e procuramos passar para nossos filhos esse conhecimento em forma de amor e cura. Aqui em casa, estou criando com meu filho a tradição de todo sábado de manhã prepararmos pães que curam (pães com fermentação natural, ervas, flores, água curativa e cristais na elaboração).

Nossas mães, avós e bisas nos ensinaram que o alimento sempre foi sagrado, deles eram feitos remédios caseiros para curar de algum mal. No curso ensinamos a fazer pães que curam – pães artesanais, com ervas, reza e benzimentos medievais. Pude contar um pouco da minha história, de minha família e descobertas em minha recente viagem à terra dos meus avós, Portugal, em especial Montalegre (falarei adiante aqui).

Foto tirada pela aluna Marilia Lima, sem tratamento, onde, segundo ela, dá pra ver nossa aura cheia de amor.

Flor de manjericão, espinafre africano e begônias deram o ar da graça!

Cada aluno levou para casa sua massa mãe, para produção dos pães artesanais de fermentação natural.

Rachel Lopes e Cris Ayres – Curso Pães que Curam, no Rio de Janeiro.

Preparação da água curativa, com essência floral, quartzo rosa e flores, além da benzedura. Essa água é incorporada ao pão.

Florais da linha Gotas do Infinictho – nosso sistema do coração, que revigora a alma.

.

Alunos atentos ao processo de fermentação natural – alimentação da massa mãe.

Bruchetta (remédio medieval) e pão curativo de flores (com símbolo de cura no corte – healing de runas).

Cris Ayres na produção do pão medieval (1855).

Preparação do Pão Hóstia Benzido e do Pão Floral de Cura.

Pão Floral de Cura.

Algumas alunas já tinham ido embora, mas fica nosso registro e gratidão aos que estiveram presentes! <3

Se você gostou, e quer participar dos próximos (ou comprar a apostila), manda um e-mail para: gastronomiafloral@gmail.com! E ah, não deixa de seguir no instagram e facebook, para ficar sempre por dentro das novidades: @feitopelarachel e /feitopelarachel. 

 

Um pouco da mágica história:

Supõe que o pão tenha surgido há 12 mil anos na Mesopotâmia juntamente com o cultivo do trigo. Eram feitos de farinha misturada com o fruto do carvalho. Os primeiros pães eram achatados, duros, secos e muitos amargos. Para ser ingerido, o pão era lavado várias vezes em água fervente e depois era assado sobre pedras ou embaixo de cinzas.
O primeiro pão assado em forno de barro foi a 7000 a.C. no Egito, que mais tarde descobriram o fermento. O pão chegou à Europa em 250 a.C. sendo preparado em padarias, mas com a queda do império romano, as padarias fecharam e o pão teve que ser feito em casa e aqui comeca a magica cozinha alquímica e medieval.

A Mágica cozinha medieval é uma combinação de alimentos, de hábitos alimentares e de cultura local.

E porque é chamada de Cozinha Medieval? Devido aos métodos da culinária das várias culturas européias durante a Idade Média, um período datado aproximadamente do século V ao século XV.

Durante este período, as dietas e a culinária mudaram em toda a Europa, e esse foi o marco importante da história. Essas mudanças ajudaram a estabelecer as bases para a moderna cozinha européia, mediterrânea e depois a gastronomia difundida em todo o mundo.

O pão era o alimento básico, como havíamos falado anteriormente, o pão era utilizado para cura, seguido por outros alimentos fabricados a partir de cereais, como o mingau e as massas.

A dependência de trigo permaneceu grande ao longo da época medieval, e com o crescimento do Cristianismo, espalhou-se para o norte. A centralidade do pão em rituais religiosos, como a Eucaristia, significava que ele gozava de um elevado prestígio entre gêneros alimentícios, mas vamos relembrar nosso texto anterior, assim como o sal e a água em rituais cristãos, tiveram seu inicio em templos pagãos então o pão usado em rituais cristãos têm sua analogia feita em rituais de pães pagãos e curandeiras.
Apenas o azeite e o vinho tinham um valor comparável, mas permaneceram muito mais restritos fora das regiões mais quentes onde cresciam uvas e olivas. O papel do pão como símbolo de sustento.

Do século VIII ao século XI, a proporção de vários cereais aumentou de meros de ¼ para ¾ de, e o pão continuou o produto básico da maior parte da Europa por muito tempo e até chegar à era moderna.

Comente!