Os cuidados com as flores comestíveis

Que as flores comestíveis são simplesmente incríveis todo mundo sabe! Nas palestras e workshops que tenho ministrado, muitas pessoas me perguntam se podem pegar flores dos quintais e das ruas e colocar diretamente na comida. Então, resolvi escrever esse post para esclarecer alguns pontos com relação a esse assunto e alertar para alguns cuidados que devemos ter quando se trata da gastronomia floral – tema que amo!

Sem dúvida, as melhores flores, ervas e plantas  para utilizarmos não apenas na comida, mas em tratamentos para nossa saúde física e emocional são as que estão perto de nós. No sistema de essências florais, sempre indico buscar se tratar com flores nacionais e não com sistemas de regiões muito distantes. A natureza é sábia, sempre teremos perto da gente (quanto mais perto, melhor!) exatamente o que precisamos. É muito comum quando se está doente, com algum incomodo emocional ou físico, termos as ervas necessárias ao tratamento no jardim ou quintal da nossa casa, é como se nosso campo energética desequilibrado, atraísse a energia de cura (yin yang).

Imagem: alimentossaudaveis.net

É muito comum em regiões com apelos espirituais como igrejas, centros espíritas, terem em seus jardins plantas de transmutação energética – como os lírios do vale, as rosas e por aí vai… Comece a notar essas “coincidências” ao nosso redor. Assim como locais de hospitais, casas de saúde, asilos, necessitarem de energias mais densas para tratamentos de cura, então observamos geralmente muitos crisântemos e orquídeas.

Quando se trata das flores comestíveis utilizadas na Gastronomia Floral, alguns cuidados devem ser observados e destaco aqui, bem resumidamente, alguns deles:

  • Flor comestível: as flores devem ser comestíveis. Para saber sobre isso, pesquise e leia muito! Tenha certeza de que aquela flor pode ser consumida. Algumas flores NÃO podem ser ingeridas por serem extremamente tóxicas, algumas, inclusive fatais, podendo levar a óbito em questão de minutos! Por exemplo: flores como lírio do vale, violetas africanas (não confundir com flor espinafre africano, que é comestível), azaleia, narciso, dentre outras, são tóxicas e não podem servir para alimentação.
  • Procedência: Passada essa etapa, tenha certeza de que a planta é orgânica, saiba de onde veio a sua flor. Não é indicado que você pegue uma flor na rua que está sujeita à poluição; elementos tóxicos (como pesticidas) – em muitos canteiros de flores urbanos as pessoas espalham venenos de ratos, baratas que podem impregnar as plantas; com químicos em geral como venenos e pesticidas.
  • Cuidado com as mudas: no caso de mudas, é importante ter em mente o mesmo cuidado da etapa anterior. Aquela muda pode ter sido alvo de pesticidas ou algum componente químico. O ideal é que se espere até a terceira floração para que se utilize as flores e ervas daquela planta. Isso para, caso tenha algum destes elementos nocivos, possa dar tempo da regeneração e limpeza.
  • Limpeza das flores: É importante higienizar bem as flores que serão utilizadas. Inclusive, uso um sistema de limpeza que me foi passado pelo Dr. Lair Ribeiro, que retira boa parte dos componentes químicos e agrotóxicos que porventura tenham tido acesso à planta. Aliás, uso esse sistema para limpar tudo, inclusive vegetais, ervas… Se tiverem interesse, deixe nos comentários ou inbox, que escrevo um post e ensino o método, que considero revolucionário!
  • Aproveitamento das pétalas: Eu geralmente descarto bulbos, cabos, miolos e outros itens das flores. Não é obrigatório, mas eu acredito que esses itens retém mais pólen e podem causar algum tipo de alergia, em pessoas com extrema sensibilidade.
  • Caso de dúvida: se estiver na dúvida, siga seu coração e não use a flor.
  • Efeitos diferentes podem levar à confusão: Caso você utilize uma flor, juntamente com essência floral, cristal ou erva, busque combiná-las entre si. Para isso, estude muito (o blog aqui é uma boa fonte de pesquisa <3), mas siga, principalmente sua intuição. Não adianta você colocar uma flor para acalmar e relaxar com um outro componente (flor ou não) que leve à agitação, produção… Por exemplo: jamais combinar uma flor de manjericão com uma pedra citrino. O resultado de calma x estímulo é caos energético.

Por fim, exercite sua capacidade de criação e produção. Na gastronomia esses dois fatores são muito importantes. Sinta e utilize as flores para tratamentos de cura e para alimentação saudável. Na culinária, entre razão e emoção, fique com a segunda opção.

Comente!